11 de Setembro de 2019, atualizado ás 09:09

Um substituto para o agrotóxico foi descoberto na Bahia



Por: | Notícias

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Em tempos de esgotamento de recursos da Terra e desmatamento desenfreado, na Bahia foi descoberto um substituto para o agrotóxico.

Um substituto para o agrotóxico foi descoberto na Bahia (fapesb.ba.gov.br)

Depois da liberação de mais de 80 agrotóxicos por parte do governo, que estavam proibidos de serem utilizados devido o seu potencial tóxico, falar sobre o assunto se tornou polêmica.

Sendo assim, o dilema entre produção em larga escala e risco letal a saúde. Entretanto a pesquisadora baiana Cátia Libarino desenvolveu um estudo com óleo de eucalipto, que reduz a manifestação de doenças em plantas.

O objetivo do estudo era encontrar um meio que fosse capaz de reduzir consideravelmente as pragas em plantas e que não fosse deletério para a saúde.

Funcionando como um agrotóxico natural.

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Um ponto que a pesquisadora encontrou ao iniciar seus estudos foi a falta de trabalhos na área.

Poucos pesquisadores se interessam em desenvolver produtos antipragas oriundos de compostos vegetais.

“A ideia surgiu após observar manchas foliares em árvore de macadâmia provocadas pelo fungo Neopestalotiosis clavispora. Foi quando comecei a dar início ao estudo com óleos e extratos vegetais de eucalipto”, disse a pesquisadora.

Cátia ainda ressalva a importância da valorização dos produtos florestais não madeireiros, pois são mais sustentáveis e geram menos danos ambientais.  

Um substituto para o agrotóxico foi descoberto na Bahia (correio24horas.com.br)

O trabalho com os extratos fungicidas compuseram o mestrado de Cátia em Ciências Florestais, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

Os produtos fitossanitários podem ser de grande utilidade para os pequenos produtores rurais e para os praticantes da agricultura orgânica.

“Os pequenos agricultores podem comercializar um novo produto, que são as próprias plantas, mas agora com um viés diferente, que é vender o óleo fungicida natural.

Além disso, caso não possa produzi-lo, o próprio extrato das folhas pode ser uma opção imediata (mesmo não sendo tão eficaz quanto o óleo), pois é fácil de preparar com um processador mecânico, e sua capacidade de biodegradabilidade no ambiente torna o processo mais acessível”

Ressalta Cátia sobre o uso do óleo como substituto do agrotóxico.

Atualmente o eucalipto é usado de inúmeras maneiras, desde a madeira até as flores para produção de cosméticos. Porém, normalmente, as folhas são desprezadas.

Mas, agora, elas podem ganhar uma nova utilidade altamente sustentável e que gerará uma mudança das grandes no mundo da agricultura.

Os apoiadores do projeto foram os professores Quelmo Novaes e Dalton Júnior, da Uesb, além da professora Patrícia Krepsky, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).




G M Rhaekyrion

Escritora de ficção e fantasia, colunista de site em entretenimento, moda, saúde, beleza e bem-estar. Bióloga por formação, pela Universidade Federal de Alagoas e, eventualmente, faço criticas narratológicas para escritores de ficção.

  

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