Valeixo, em depoimento, fala sobre conversa por telefone com Bolsonaro
Em depoimento, nesta segunda-feira (11), o ex-diretor da PF afirmou que, em conversa ao telefone, Bolsonaro queria na PF alguém com que tivesse 'afinidade'.
Por: Joey Phillipe / 11 de Maio de 2020 às 22:30:18

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Nesta segunda-feira, 11 de maio, o ex-diretos da Polícia Federal, Maurício Valeixo, prestou depoimento à própria PF. Para o inquérito que investiga suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na corporação. Assim, durante a ouvida, Valeixo afirmou que o presidente queria alguém com “maior afinidade” para comandar a PF.

Inicialmente, Maurício Valeixo havia sido escolhido por Sérgio Moro para chefiar a Polícia Federal. No entanto, foi exonerado da função em abril,, por decisão de Bolsonaro. Na ocasião, como consequência desta exoneração, veio o pedido de demissão de Moro. Que até então exercia o cargo de ministro da Justiça e ao sair da função fez acusações ao presidente.

“Para o depoente [Valeixo], a partir do momento em que há uma indicação com interesse sobre uma investigação específica, estaria caracterizada uma interferência política, o que não ocorreu em nenhum momento sob o ponto de vista do depoente; que em duas oportunidades, uma presencialmente, outra pelo telefone, o presidente da República teria dito ao depoente que gostaria de nomear ao cargo de diretor-geral alguém que tivesse maior afinidade, não apresentando nenhum tipo de problema contra a pessoa do depoente; que o depoente registra que o presidente nunca tratou diretamente com ele sobre troca de superintendentes nem nunca lhe pediu relatórios de inteligência ou informações sobre investigações ou inquéritos policiais.”

Sobre a exoneração a ‘pedido’ assinada por Bolsonaro
Valeixo, em depoimento, fala sobre conversa por telefone com Bolsonaro – Foto: JM Online


Seguidamente, Maurício Valeixo também afirmou Jair Bolsonaro o telefonou. Afim de informar que a exoneração dele da função na PF seria publicada ‘a pedido’. Em casos como este, a publicação equivale a um pedido do ocupante do cargo para deixar a função, deferentemente de quando ocupante é demitido.

“[Valeixo disse] que nessa ligação, o presidente [Bolsonaro] comunicou ao depoente [Valeixo] que sua exoneração do cargo de diretor-geral ocorreria […] como indagou ao depoente se ele concordava que a publicação se desse como ‘a pedido’, momento em que o depoente que sim”, diz o depoimento.

Segundo o instrumento textual, Valeixo declarou “que não houve formalização do pedido de exoneração”.

Por fim, vale destacar, que as declarações do ex-ministro de Justiça, Sérgio Moro, foram responsáveis pela abertura do inquérito, pelo Supremo Tribunal Federal-STF. Para que se investigue possível tentativa de interferência política por parte de Jair Bolsonaro.


Postado por: Joey Phillipe
Sou redator, aventureiro, curto games e esportes.

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