Especialista da USP detalha a percepção de Israel e EUA sobre o Irã como ameaça, destacando a urgência existencial para os israelenses e a incerteza americana sobre ataques.
O conflito entre Israel e o Irã é visto de formas distintas por cada nação. Para Israel, a ameaça iraniana é descrita como uma questão existencial, ligada diretamente à sua sobrevivência no Oriente Médio.
Já para os Estados Unidos, os objetivos de uma potencial ofensiva militar contra o regime de Teerã ainda permanecem como um tema “em aberto”, indicando uma divergência de prioridades e estratégias.
Essa análise foi apresentada por Alberto Pfeifer, coordenador-geral do DSI-USP (Grupo de Análise de Estratégia Internacional da Universidade de São Paulo), durante sua participação no programa WW Especial – Trump errou ao começar guerra contra o Irã?.
Ameaça direta à sobrevivência de Israel
Segundo Pfeifer, o objetivo declarado do regime teocrático iraniano é a eliminação do Estado de Israel. Essa meta torna o confronto uma ameaça direta e iminente à existência israelense em uma região marcada por tensões geopolíticas.
O analista da USP ressaltou que as ações americanas e israelenses contra o Irã foram bem-sucedidas em atingir objetivos importantes. A eliminação de lideranças-chave e parte da estrutura de poder do regime teocrático foram pontos destacados.
Pfeifer comparou a situação a um jogo de xadrez, onde a jogada inicial foi decisiva. “Em xadrez, a gente poderia dizer que eles deram xeque-mate no primeiro lance, porque eliminaram o rei, eliminaram a liderança principal, e eliminaram uma boa parte da estrutura de poder iraniana”, explicou.
WW Especial e o debate sobre o Irã
O programa WW Especial, apresentado por William Waack, é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil. A discussão sobre a política externa dos EUA em relação ao Irã e suas consequências para o Oriente Médio é um tema recorrente e de grande interesse.
O programa oferece análises aprofundadas sobre conflitos internacionais e suas implicações, buscando esclarecer as complexas relações entre as potências globais e os regimes regionais, como é o caso do Irã.
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