CPMI do INSS busca STF para prorrogar trabalhos em meio a investigações e sigilos suspensos
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS está apostando suas fichas no Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir a prorrogação de seus trabalhos. O objetivo é aprofundar as investigações sobre um complexo esquema de desvios envolvendo repasses de benefícios a aposentados e pensionistas do INSS, com destaque para o caso do antigo Banco Master.
A comissão enfrenta um obstáculo significativo após o ministro Flávio Dino suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal de diversas pessoas, incluindo Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa decisão monocrática foi levada ao plenário virtual do STF para referendo, mas um pedido de destaque do ministro Gilmar Mendes transferiu o julgamento para o plenário físico, com data a ser definida.
Enquanto isso, a CPMI reforça a segurança de seus arquivos, mantidos em uma sala-cofre no Senado com monitoramento constante. As medidas foram tomadas após o vazamento de dados sigilosos na imprensa, o que levou o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a determinar a abertura de um inquérito para apurar os responsáveis. Conforme relatos colhidos pela CNN, os arquivos contêm informações ainda não públicas, detalhando tratativas de compra do Master pelo BRB e negociações com o Grupo Fictor.
Daniel Vorcaro sob os holofotes da CPMI do INSS
A análise dos dados em posse da CPMI aponta para uma teia de influência de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, evidenciada por contatos de diversas autoridades e registros de confraternizações. A comissão busca detalhar a extensão dessa influência e os mecanismos utilizados no esquema.
A suspensão da quebra de sigilo de Lulinha, que virou alvo da comissão por ser citado como um dos possíveis beneficiários do esquema, gerou reações. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), acusou Dino de atrasar as investigações sobre o caso Master e apresentou recurso contra a decisão.
Novas Oitivas e nomes importantes na mira da CPMI
Em uma possível reta final, a CPMI planeja ouvir diversas pessoas que não compareceram às sessões anteriores. Entre os nomes esperados para esta semana está Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, com oitiva prevista para quarta-feira (18).
Na quinta-feira (19), a comissão deve receber Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6, e Lea Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS. Parlamentares aprovaram requerimentos de convocação obrigatória para nomes ligados ao antigo Banco Master, como Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e Martha Graeff, ex-namorada do empresário, cujas oitivas ainda não têm data definida.
Segurança reforçada e busca por respostas no STF
A sala-cofre no Senado, onde os documentos da CPMI do INSS estão armazenados, recebeu visitas de parlamentares nos últimos dias. As medidas de segurança visam evitar novos vazamentos de informações sensíveis que possam comprometer o andamento das investigações.
A busca por prorrogação dos trabalhos da CPMI no STF demonstra a urgência em coletar todas as evidências necessárias para desvendar completamente o esquema. A comissão espera que a corte superior permita a continuidade das apurações, fundamentais para a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos no caso Master.
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