Flamengo avalia Marcos Leonardo como reforço, mas Al-Hilal pede 35 milhões de euros e salário de R$ 2,7 milhões, operação fica distante

Com aval de Leonardo Jardim, Flamengo sondou Marcos Leonardo, mas pedida de 35 milhões de euros do Al-Hilal e salário de R$ 2,7 milhões dificultam qualquer avanço

O Flamengo fez sondagens recentes para entender a situação de Marcos Leonardo, atacante que atualmente defende o Al-Hilal. A direção avaliou possibilidades sem, por enquanto, avançar em propostas formais.

A comissão técnica do Flamengo aprovou a ideia de contar com Marcos Leonardo, e o treinador Leonardo Jardim vê o jogador como um reforço interessante para o elenco, especialmente pela capacidade de atuar como referência ofensiva.

No entanto, os valores cobrados pelo clube saudita e o custo salarial tornam a operação complexa, e a tendência é não avançar nas negociações nas condições atuais, conforme informações apuradas.

Custos e exigências do Al-Hilal

O principal obstáculo é a pedida do Al-Hilal, que elevou a cobrança para 35 milhões de euros, cerca de R$ 212 milhões na cotação atual, um valor considerado fora do alcance financeiro do Flamengo no momento.

Salário e impacto no orçamento

Além do alto valor de transferência, o fator salarial pesa contra a negociação, já que O atacante recebe aproximadamente R$ 2,7 milhões mensais, tornando a operação ainda mais complicada para o clube carioca.

Aprovação técnica e situação tática

Apesar da cautela da diretoria, a aprovação da comissão técnica liderada por Leonardo Jardim indica interesse em Marcos Leonardo. A equipe técnica acredita que ele poderia se tornar peça importante no esquema tático, especialmente após sua valorização durante a temporada.

Situação atual do jogador e próximos passos

Marcos Leonardo vive momento de mudança no Al-Hilal, especialmente após a chegada de Karim Benzema, o que reduziu seu espaço como referência ofensiva. Ainda assim, ele já contabiliza 72 jogos, 44 gols e cinco assistências na temporada, números que mantêm o interesse de clubes europeus.

O atacante possui contrato com o Al-Hilal até 2029, e deverá reavaliar sua situação ao fim da temporada. O Flamengo deve continuar a monitorar o mercado, mas, por ora, qualquer movimento para contratar Marcos Leonardo parece distante devido ao custo.

Análise: O “Custo Arábia” e a Distância entre Flamengo e Marcos Leonardo

A possível contratação de Marcos Leonardo pelo Flamengo tornou-se o novo capítulo da estratégia rubro-negra de repatriar jovens talentos que estão na Europa ou no Oriente Médio. No entanto, os números revelados mostram que, desta vez, a “engenharia financeira” do clube carioca enfrenta um obstáculo quase intransponível.

1. O Raio-X dos Valores (A Barreira dos R$ 215 Milhões)

O Al-Hilal, clube de Jorge Jesus, não costuma facilitar saídas. Tendo investido cerca de 40 milhões de euros para tirar o atacante do Benfica em 2024, o clube saudita quer recuperar o investimento.

  • Taxa de Transferência: A pedida de 35 milhões de euros (aprox. R$ 215 milhões) colocaria Marcos Leonardo como a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, superando nomes como Thiago Almada e o próprio Pedro.

  • O “Fator Salário”: Os R$ 2,7 milhões mensais pretendidos pelo staff do atleta estão fora da realidade até para os padrões do Flamengo. Para efeito de comparação, esse valor é superior ao que recebem as principais estrelas do elenco atual, o que poderia gerar um desequilíbrio na folha salarial e no vestiário.

2. Por que a operação ficou distante?

Existem três motivos principais para o pessimismo atual na Gávea:

  • Modelo de Negócio: O Flamengo prefere um empréstimo com opção de compra, diluindo o risco. O Al-Hilal, por sua vez, prioriza a venda definitiva para abrir vaga de estrangeiro no elenco (especialmente com a pressão por novas inscrições na liga saudita).

  • Concorrência Europeia: O bom desempenho de Marcos Leonardo (que somou mais de 40 participações em gols em 2025) mantém o radar de clubes da Europa ligado, o que sustenta o valor de mercado alto.

  • Prioridades de Filipe Luís: Embora o nome seja bem avaliado, a comissão técnica foca em carências mais imediatas, como a lateral e o meio-campo, antes de empenhar centenas de milhões em um único atacante.

3. O “Plano B” e o Mercado

O Flamengo já demonstrou que sabe esperar. A estratégia costuma ser o “cozimento” da negociação: esperar o fechamento da janela europeia para que o jogador, sem propostas do Velho Continente, pressione o clube árabe pela volta ao Brasil.

Veredito do Especialista: No cenário atual, a contratação é improvável nos moldes definitivos. O negócio só ganha vida se o Al-Hilal aceitar reduzir a pedida para a casa dos 25 milhões de euros ou se o jogador aceitar uma redução salarial drástica para se adequar ao teto brasileiro.

“Você acha que Marcos Leonardo vale o investimento de R$ 215 milhões?”

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