Israel Avança no Líbano: Exército “Toma Posições Estratégicas” em Meio a Escalada de Conflito com Hezbollah

Israel instrui Exército a avançar e tomar posições estratégicas adicionais no Líbano, aumentando a tensão na fronteira.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenaram às Forças Armadas de Israel (IDF) que avancem e ocupem novas posições estratégicas em áreas elevadas no Líbano. Esta decisão ocorre após uma série de ataques israelenses no país vizinho durante a semana, intensificando o conflito com o grupo Hezbollah.

A ordem visa também a proteção das comunidades israelenses localizadas na fronteira, com o objetivo de evitar disparos vindos do Líbano. O ministro da Defesa declarou que o IDF já iniciou a operação e continua a assumir o controle de áreas consideradas vitais, agindo com firmeza contra alvos do Hezbollah.

Em resposta à incursão israelense, o Exército libanês anunciou o reposicionamento de centenas de soldados que estavam próximos à fronteira, movendo-os para o norte do país. As informações foram divulgadas por uma fonte militar libanesa, que também confirmou que as tropas israelenses avançaram algumas centenas de metros em território libanês, sem que houvesse confronto direto até o momento entre as forças dos dois países.

Intensificação da Violência Regional e Vítimas

A escalada de violência no Oriente Médio ganhou força após os Estados Unidos e Israel lançarem uma campanha de bombardeios contra o Irã, desencadeando uma onda de ataques regionais. O grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, reivindicou a autoria de disparos de projéteis contra Israel, intensificando as retaliações.

Segundo o governo libanês, pelo menos 52 pessoas morreram e 154 ficaram feridas em ataques israelenses em todo o Líbano no último dia de segunda-feira. Do lado israelense, os serviços de emergência Magen David Adom reportaram a morte de ao menos 10 pessoas.

Contexto da Escalada: Ataques ao Irã e Ameaças de Retaliação

A atual onda de tensões teve início no sábado, com os Estados Unidos e Israel promovendo ataques contra o Irã, citando preocupações com o programa nuclear iraniano. Em retaliação, o regime iraniano direcionou ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A mídia estatal iraniana chegou a anunciar que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido uma das vítimas dos ataques. Após esse anúncio, o Irã ameaçou realizar a “ofensiva mais pesada” de sua história, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, considerando a vingança pelos ataques uma ação de “direito e dever legítimo”.

Em meio a essa escalada, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã contra quaisquer ataques retaliatórios, afirmando que, caso ocorram, os EUA responderão com uma força sem precedentes. Trump também indicou que os ataques contra o Irã continuariam ininterruptos até que o objetivo de “PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO” fosse alcançado.