Mounjaro e a polêmica do “derretimento” íntimo: Especialistas desvendam o que realmente acontece com o corpo após emagrecimento
A expressão “derretimento das partes íntimas” tem ganhado força nas redes sociais, gerando preocupação entre usuários do Mounjaro. Indicado para diabetes tipo 2 e cada vez mais utilizado para perda de peso, o medicamento, cujo princípio ativo é a tirzepatida, atua no controle da glicose e do apetite, promovendo emagrecimento significativo.
No entanto, especialistas tranquilizam e explicam que a descrição popular não corresponde a um efeito adverso direto do remédio. O que se observa, segundo os profissionais, é uma consequência natural da redução de gordura corporal em diversas áreas, incluindo a região pubiana.
Conforme informação divulgada pela CNN Brasil, essa percepção de “derretimento” está mais ligada à flacidez da pele do que a um fenômeno literal. Essa alteração estética, embora possa impactar a autoestima, tem soluções médicas e estéticas disponíveis. Acompanhe os detalhes!
O que é o “derretimento” das partes íntimas relatado por pacientes, afinal?
Não há qualquer menção na bula do Mounjaro sobre um efeito colateral de “derretimento” de tecidos, especialmente na região íntima. O que pode acontecer, especialmente em casos de emagrecimento rápido, é uma diminuição geral do volume de gordura subcutânea. Isso inclui a gordura localizada na região pubiana, da mesma forma que ocorre no rosto, braços, abdômen e coxas.
Renata Magalhães, especialista em cirurgia íntima e plástica, esclarece que o termo “derretimento” é popularmente utilizado pelas próprias pacientes para descrever a flacidez de pele que surge após a perda de peso. “Quando a pele fica flácida, dá essa sensação de que está ‘derretendo’. Não é um termo científico nem técnico usado na cirurgia plástica, é um termo popular relatado no consultório”, comenta.
A região íntima, assim como outras partes do corpo, possui tecido adiposo que, com a perda de peso, tende a diminuir. Esse fenômeno não é exclusivo do Mounjaro, podendo ocorrer com qualquer método que resulte em emagrecimento expressivo, como dietas rigorosas, cirurgia bariátrica ou outros medicamentos para perda de peso.
Por que a flacidez na região íntima acontece e como combatê-la?
A flacidez de pele, que leva à sensação de “derretimento”, geralmente é resultado da perda de elasticidade, muitas vezes associada ao chamado “efeito sanfona”. Essa condição raramente melhora espontaneamente com o tempo. Exercícios físicos são excelentes para tonificar a musculatura, mas não atuam diretamente na flacidez da pele.
No caso da região íntima, o principal desafio é a pele flácida e a perda de volume, e não a musculatura. Por isso, exercícios físicos isoladamente não costumam resolver essa questão específica. A percepção de alteração é uma consequência natural do processo de emagrecimento, influenciada por fatores como idade, genética, a quantidade de peso perdido e o tempo em que essa perda ocorreu.
Soluções estéticas e médicas para a perda de volume e flacidez íntima
Embora não seja um “derretimento” literal, as mudanças corporais podem gerar desconforto e afetar a autoestima e a vida sexual das mulheres. Felizmente, existem diversas opções de procedimentos estéticos e médicos para restaurar o volume e a firmeza da região íntima.
Fernanda Nassar, ginecologista especializada em estética íntima, lista algumas alternativas. “Temos opções minimamente invasivas, como bioestimuladores de colágeno, preenchimento com ácido hialurônico ou gordura da própria paciente (lipofilling), além de tecnologias como radiofrequência para flacidez”, explica.
Para casos mais acentuados, procedimentos cirúrgicos como lifting pubiano, labioplastia ou vulvoplastia podem ser indicados, dependendo da queixa específica da paciente. A vulvoplastia, por exemplo, é um procedimento que corrige o excesso de pele e melhora a firmeza da região íntima.
Cuidados e contraindicações antes de procedimentos estéticos íntimos
É fundamental que qualquer procedimento estético na região íntima seja precedido por uma avaliação individualizada com um profissional qualificado. Gestantes, pacientes com infecções ativas ou doenças descompensadas devem evitar tais intervenções.
“Além disso, é importante que o peso esteja estabilizado antes de qualquer intervenção, para garantir um resultado mais duradouro e seguro”, finaliza Nassar. A busca por equilíbrio e bem-estar deve ser sempre acompanhada por orientação médica especializada.
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